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ter. fev 3rd, 2026

Advogado amazonense, Dr. Ricardo Colares estreia na literatura com romance histórico sobre a fé que nasce no silêncio

O advogado e professor universitário, Dr. Ricardo Colares, natural de Parintins (AM), lança seu primeiro romance, O Décimo Terceiro Apóstolo, publicado pela Editora Viseu. A obra marca a estreia literária de um autor cuja trajetória acadêmica e profissional sempre esteve profundamente ligada à justiça social, agora transposta para a ficção histórica com densidade espiritual e sensibilidade narrativa.

Dr. Ricardo Colares

Pós-doutor pela Universidade de Sorrento, na Itália, doutor, mestre e especialista em Direito do Trabalho, Colares é sócio-fundador do escritório Colares & Pinheiro Advogados Associados, referência no contencioso trabalhista e na defesa dos direitos dos trabalhadores. Professor universitário, leciona prática jurídica com foco na justiça social e é pesquisador da proteção jurídica de trabalhadores em plataformas digitais. Poliglota, com passagem pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, ele soma à formação humanista uma paixão antiga pela literatura — agora materializada em um romance que revisita as origens do cristianismo por um ângulo pouco explorado.

Em “O Décimo Terceiro Apóstolo”, o leitor acompanha Azaria, um menino judeu de apenas treze anos que testemunha a crucificação de Jesus. Ele não é apóstolo, não faz milagres, não escreve evangelhos. É um observador silencioso, alguém que viu tudo, mas nunca teve seu nome registrado na história oficial. A partir desse ponto de ruptura, Azaria inicia uma jornada íntima e dolorosa, atravessando os primeiros anos do cristianismo como testemunha viva de uma fé que se constrói longe dos púlpitos e dos holofotes.

“Sempre me inquietou pensar quantas pessoas sustentaram a fé cristã sem jamais terem seus nomes lembrados. Azaria nasce dessa pergunta — da ideia de que a fé mais profunda, muitas vezes, é a que ninguém vê”, afirma o autor, Dr. Ricardo Colares.

O romance transita por cenários históricos emblemáticos — do Gólgota às catacumbas de Roma — e coloca o protagonista em contato com figuras centrais da tradição cristã, como Maria, João, Pedro, Madalena, Paulo e Lucas. Ainda assim, o foco permanece nos dilemas humanos: culpa, medo, exclusão, solidão e perdão.

“Eu não quis escrever um livro sobre milagres, mas sobre sobrevivência. Azaria não transforma o mundo com palavras ou feitos extraordinários; ele é transformado por aquilo que presencia e carrega em silêncio”, explica o autor.

Embora seja uma ficção histórica baseada em eventos bíblicos, o livro dialoga diretamente com o presente. A narrativa propõe uma reflexão sobre pertencimento, invisibilidade e resistência — temas que atravessam tanto a obra literária quanto a atuação profissional de Colares.

“No Direito do Trabalho, lido diariamente com pessoas que sustentam estruturas inteiras sem reconhecimento. Na literatura, percebi que essa lógica também atravessa a história da fé. Há muitos ‘Azarias’ ontem e hoje”, destaca.

Mais do que recontar o passado, O Décimo Terceiro Apóstolo se apresenta como uma jornada existencial. Um convite ao leitor para questionar respostas prontas e reconhecer que, muitas vezes, a espiritualidade mais autêntica nasce no escuro, longe das certezas dogmáticas.

“Este é um livro para quem acredita, para quem duvida e, sobretudo, para quem busca. A fé verdadeira, para mim, não se impõe — ela transforma, lentamente, de dentro para fora”, conclui o autor.

Com uma escrita marcada pela elegância, introspecção e rigor histórico, Ricardo Colares estreia na literatura unindo sua formação acadêmica, sensibilidade humanista e compromisso com a justiça. O Décimo Terceiro Apóstolo chega ao público como uma obra potente, que ilumina os bastidores da fé e dá voz àqueles que, mesmo sem aplausos, ajudaram a sustentar uma das maiores narrativas da humanidade.

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