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qui. mar 26th, 2026

Tudo o que voce toca hoje de manhã veio do subsolo

O café que você tomou. O remédio que você engoliu. A água que você bebeu. O celular que você consultou antes de sair de casa. Tudo isso existe porque alguém, em algum momento, foi buscar algo no subsolo. A mineração e o alicerce invisível de tudo que chamamos de civilização. E Isadora Coimbra, fundadora da Odora Minerals, acredita que chegou a hora de pararmos de ignorar esse fato.

Quando foi a última vez que você pensou de onde veio a água que bebeu hoje?
Não de onde veio no sentido da torneira, do reservatório ou do rio. De onde veio no sentido real: os minerais dissolvidos que a tornam potável e saudável, os canos de cobre que a conduziram até voce, o cloro produzido a partir de sal-gema extraído do subsolo que a desinfetou, o fluoreto de origem mineral que protege seus dentes desde a infância. A água é mineral. Literalmente.

E se isso ja surpreende, espere até descobrir que o mesmo vale para o cafe da manhã, o medicamento no armario do banheiro, o asfalto que voce pisou ao sair de casa, a tela do celular no seu bolso, o fertilizante que fez crescer a alface do almoço. A mineracao não e uma industria distante, suja, confinada a lugares remotos. Ela e o alicerce fisico de cada objeto, alimento e infraestrutura que torna a vida moderna possível.

Isadora Coimbra, fundadora e CEO da Odora Minerals, repete isso com a clareza de quem passou anos olhando para o subsolo e entendendo o que ele sustentá-la la em cima.

“As pessoas falam em mineração como se fosse algo separado da vida delas. Mas mineração e a vida delas. E o café da manhã. E o remédio. E a água. Quanto antes entendermos isso, melhor será a conversa sobre como fazer isso de forma responsável.” Isadora Coimbra, fundadora e CEO da Odora Minerals.

O cafe da manhã que ninguém sabe que e mineral

Vamos começar pela mesa mais simples do dia. O café que você toma pela manhã foi cultivado em solo enriquecido com fertilizantes a base de potássio, fósforo e nitrogênio, todos derivados de minérios extraídos do subsolo. Sem mineração, a produção agrícola global entraria em colapso em menos de uma geração.

O pão contém farinha de trigo cultivada com os mesmos fertilizantes minerais. O sal na mesa e um mineral puro: cloreto de sódio, extraído de minas ou de evaporação de água do mar. O açúcar foi refinado em equipamentos de aço, um metal que começa como minério de ferro. A própria panela onde o ovo foi frito e fundida a partir de metais retirados do subsolo.

Segundo a National Mining Association dos Estados Unidos, a produção de um único norte-americano médio exige, ao longo de sua vida, o consumo de aproximadamente 1,6 milhão de quilogramas de minerais, metais e combustíveis minerais. Isso inclui 363 quilos de cobre, 454 quilos de alumínio e mais de 500 quilos de outros metais variados.

“Segurança alimentar e segurança mineral. Sem minérios, não há fertilizante. Sem fertilizante, não há colheita. A cadeia e direta e urgente”, comenta Isadora Coimbra, fundadora e CEO da Odora Minerals.

O remédio no seu armário também veio do subsolo

A indústria farmacêutica e uma das maiores consumidoras de minerais do mundo, e pouquíssimas pessoas sabem disso. O cálcio dos seus comprimidos vem de rochas calcárias. O magnésio do seu suplemento e extraído de minérios como a Magnesita ou da água do mar. O lítio usado no tratamento de transtornos bipolares e um metal extraído de salinas e rochas no Chile, na Austrália e, cada vez mais, no Brasil.

Os equipamentos hospitalares dependem integralmente de minerais. O aço inoxidável dos bisturis. O titânio dos implantes ortopédicos, um metal leve, resistente e biocompatível que o corpo humano aceita como se fosse seu. O cobre dos fios elétricos que alimentam cada monitor, cada ventilador, cada máquina de ressonância magnética.

A ressonância magnética em si, um dos exames de imagem mais sofisticados da medicina moderna, depende de imas supercondutores feitos de nióbio, um mineral do qual o Brasil detém a maior reserva do mundo. O Brasil, que tem a maior reserva mundial de nióbio, poderia ser o fornecedor preferencial de um dos metais mais estratégicos da medicina e da indústria global. Mas isso exige pesquisa, estruturação de projetos e visão de longo prazo. E exatamente o que a Odora Minerals faz.

“Quando um médico usa um bisturi de titânio ou um paciente recebe um implante, poucos sabem que aquilo começou no subsolo. A mineração salva vidas de formas que a maioria das pessoas nunca considerou”, pontua Isadora Coimbra, fundadora e CEO da Odora Minerals.


A água é mineral. Isso não e metáfora

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define água potável como aquela que contém minerais essenciais em concentrações adequadas. Cálcio, magnésio, sódio, potássio, fluoreto, esses elementos não são impurezas na água. São o que a torna saudável. Água pura demais, sem minerais, e considerada inadequada para consumo prolongado.

As tubulações que levam água até sua casa são de cobre, PVC (derivado do sal-gema mineral) ou aço galvanizado com zinco, todos minérios. As estações de tratamento usam cloro produzido a partir de sal, sulfato de alumínio para coagulação e cal para ajuste de pH, todos de origem mineral.

No Brasil, onde 35 milhões de pessoas ainda não tem acesso a água tratada segundo dados do Instituto Trata Brasil, a expansão da infraestrutura hídrica dependera diretamente de minerais: tubos, bombas, produtos químicos de tratamento, estruturas de aço e concreto.

Resolver o problema da água no Brasil e, também, um problema mineral. “A água é mineral. O ar que respiramos passa por filtros feitos de minerais. O chão que pisamos é construído com minerais. Não existe vida moderna sem mineração. A questão nunca foi se minerar. Foi sempre como minerar”, completa.

O celular no seu bolso e um depósito mineral portátil


Um smartphone moderno contém cerca de 60 elementos diferentes da tabela periódica. Sessenta. A maioria deles extraída do subsolo em algum lugar do mundo. O ouro dos circuitos, a prata dos contatos, o alumínio da carcaça, o lítio da bateria, o cobalto que estabiliza essa bateria, o índio e o estanho da tela sensível ao toque, o neodímio e o praseodímio dos microaltofalantes e vibradores.

Segundo o United States Geological Survey (USGS), a produção de um único smartphone exige a mineração de quantidades significativas de pelo menos 16 minerais diferentes. E o mundo produziu mais de 1,4 bilhão de smartphones em 2023, segundo a IDC.

Os carros elétricos, que prometem substituir os veículos a combustão, são ainda mais intensivos em minerais. Um carro elétrico usa em média seis vezes mais minerais do que um carro convencional. Cada bateria de ion-lítio de um veículo elétrico contém entre 5 e 15 quilos de lítio, 7 a 15 quilos de cobalto, 35 a 60 quilos de níquel e mais de 60 quilos de grafita.

A Agencia Internacional de Energia (AIE) estima que, para o mundo atingir neutralidade de carbono até 2050, a produção global de lítio precisara crescer 40 vezes. A de cobalto, 21 vezes. A de níquel para baterias, 19 vezes. Sem nova mineração, a transição energética e matematicamente impossível.


O QUE ESTÁ DENTRO DO SEU DIA A DIA

A mineração que precisamos e a que sabemos fazer
Diante de tudo isso, a questão que Isadora Coimbra coloca não e se devemos minerar. E inevitável que mineremos. A questão e como, com que critério, com que responsabilidade e com que visão de futuro.

A mineração malfeita existe e deixa cicatrizes. Contaminação de rios, devastação de comunidades, emissões desnecessárias, passivos ambientais que duram décadas. Esses exemplos são reais e precisam ser encarados com honestidade. Mas confundir a extração irresponsável com a mineração como atividade um erro que custa caro, inclusive para o planeta.

Segundo o Banco Mundial, uma transição energética bem-sucedida depende de mineração ambientalmente rigorosa, socialmente responsável e tecnicamente excelente. Não há caminho para um mundo de baixo carbono sem novos projetos minerais. A questão e garantir que esses projetos sejam feitos da forma certa.

“Mineração responsável não é contradição em termos. E a única mineração que faz sentido no mundo que estamos construindo. Um projeto que ignora o território, a comunidade e o meio ambiente não e só eticamente errado. E um projeto que não vai durar“, ressalta Isadora Coimbra, fundadora e CEO da Odora Minerals.

Na Odora Minerals, Isadora Coimbra estrutura projetos que integram rigor técnico, critério ambiental e visão de longo prazo desde a primeira etapa. Porque mineração responsável não é uma camada de verniz sobre um projeto ruim. E a base do projeto desde o início. Isso inclui mapeamento detalhado de áreas de influencia antes de qualquer intervenção, estudos de impacto ambiental conduzidos com transparência, engajamento real com comunidades locais, adoção das melhores tecnologias disponíveis para redução de emissões e gestão de rejeitos, e compromisso com o fechamento de mina desde a fase de planejamento.

Um projeto mineral bem estruturado não deixa apenas um buraco no chão. Deixa infraestrutura, emprego qualificado, desenvolvimento regional e, quando feito com excelência, pode se tornar um ativo de geração de riqueza por décadas.

“O Brasil tem tudo para ser o maior exportador de mineração responsável do mundo. Geologia abundante, energia renovável, capacidade técnica. O que nos falta e a convicção de que podemos e devemos liderar essa agenda”, pontua Coimbra.


O que isso significa para o Brasil
O Brasil ocupa uma posição rara nessa equação global. E um dos poucos países do mundo que combina reservas abundantes de minerais críticos com uma matriz energética ja predominantemente renovável.

Isso significa que um mineral extraído no Brasil tem, estruturalmente, um passivo de carbono muito menor do que o mesmo mineral extraído em países que ainda dependem de carvão para gerar energia.

Em um mundo que exige rastreabilidade de carbono em toda a cadeia produtiva, isso e uma vantagem competitiva enorme. O mercado europeu, por exemplo, ja caminha para exigir certificação de carbono para minerais importados. O Brasil pode, se quiser, ser o fornecedor premium de minerais responsáveis para o mundo.

Mas isso exige estruturação. Exige pesquisa mineral de qualidade. Exige licenciamento rigoroso. Exige projetos construídos desde o início com os padrões que o mercado internacional demanda. E exige empresas como a Odora Minerals, que entendem que o subsolo brasileiro e um ativo estratégico da humanidade e precisa ser tratado como tal.

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